21
Mar 09

 Há alguns dias li o texto da minha amiga Daíza Lacerda no Motonline (http://www.motonline.com.br/colunistas/motoclubes-motonliners/daiza/tania08mar09.html), no qual ela falava sobre Tânia, uma vendedora novata, trabalhando com peças e acessórios de motos, com muita garra para aprender e crescer na vida.

 

Aquela matéria, escrita com um carisma que acho que só a Daíza tem, me levou a pensar que todos temos um "quê" de moto em nossas vidas.

 

Pois bem, minha vida possui o gravame moto. Afinal, de moto fiz diversos amigos, passeei, viajei, chorei, tive raiva e muitas outras coisas. Eu sou motociclista. Mas, e aqueles que não o são? Como a moto faz parte na vida de cada um desses?

 

Meu pai, por exemplo, andou de moto durante alguns anos (nos idos dos anos 80), mas caiu uma vez, quebrou o braço, usou gesso por uns tempos, ficou com medo e nunca mais subiu numa moto na vida. Ele pensou que tinha extirpado a moto de sua vida, tendo inclusive pedido para retirar a categoria de sua Carteira de Habilitação.

 

E tantas outras pessoas que nunca subiram numa moto e alegam veementemente que nunca o farão.

 

Todos estes tem a moto participando de seu dia a dia. Como?

 

Pois bem, tem aqueles que já tiveram um retrovisor arrancado de seu carro por um motociclista mal intencionado (e babaca também). Outros foram assaltados por usuários de motocicleta.

 

A maioria absoluta já pediu uma pizza à noite, quando estava com preguiça de cozinhar e ainda por cima chovia. A pizza certamente foi entregue por um motociclista.

 

O filho com febre que precisou de um remédio durante a madrugada, foi atendido, provavelmente por um motociclista.

 

Aquele documento que não poderia estar parado na empresa e muito menos num congestionamento foi entregue por um motoboy.

 

Sem contar que todos temos um parente, um amigo, um irmão ou filho, até mesmo um pai ou mãe que anda de moto. E a frase também deve ser lida no feminino!

 

A polícia, quando combatendo o crime, também usa motos, assim como o serviço de atendimento de emergência em algumas cidades. Já pensou num acidente de carro com graves feridos, numa marginal Tietê em horário de pico num dia de tempestade? Os feridos certamente serão atendidos por um motociclista.

 

A moto é boa, pessoal. É um transporte ágil e econômico, que, não duvidem, deve ser conduzida com responsabilidade, e que faz parte da vida de cada um dos cidadãos deste mundo inteiro, de uma forma ou de outra.

publicado por O Elemento às 19:09

26
Nov 08

O maior e mais tradicional encontro dos motonliners foi marcado pela amizade, bom humor, boa comida e pelos muitos quilômetros rodados pelos participantes.

 

                            O ano de 2008 ficou marcado como um ano sem feriados prolongados. Na verdade, os feriados estiveram presentes, mas ocorreram em sua maioria durante finais de semana, sem prolongar a folga do pessoal. E isso quase decretou que não tivéssemos o CMM este ano, como vem ocorrendo desde 2006.

 

                            Ainda, atendendo a pedidos, o encontro desse ano não aconteceu nas mesmas datas dos anos anteriores, e isso decretou o maior sucesso da história dos Motonline Meetings.

 

                            Vindo de Belo Horizonte/MG, fomos presenteados com a participação do amigo Orlando, vulgo Mallandro, pela aparência física com o artista “incompreendido”. O sujeito tomou um ônibus em Belo Horizonte na sexta-feira à noite, amanheceu em São Paulo, onde outros amigos o esperavam com uma moto especialmente reservada a ele para os cerca de 400km que separavam esta turma de Curitiba.

 

                            De Santos/SP, mais uma grande demonstração de amizade. Fernando Pé de Pano emprestou sua jóia ao amigo Leonardo “Gnarls Barkley” (aliás, estas palavras vem sendo escritas ao som de Gnarls Barkley) para que este também pudesse participar, pelo terceiro ano consecutivo do encontro. A Família Pé de Pano também estava presente, assim como nosso grande amigo Luiz Lewis!

 

                            De Joinville/SC, contamos com a presença de Murilo e Najara, também tradicionais participantes do passeio e de Jaraguá do Sul/SC, Jean apareceu, com um ano de atraso.

 

                            Marcel de Londrina/PR confirmou presença e mostrou que quando quer ele aparece. André Garcia Pinto fez uma breve aparição na entrada da Graciosa, passou lotado para tentar encontrar a turma em Santa Catarina e depois se deu conta de que havia errado o caminho e correu para o abraço daqueles que se fizeram presentes. Daíza, nossa mais nova jornalista veio de Limeira/SP e Claudinei também apareceu com sua Bandit vermelha. Aliás, foi o Claudinei quem emprestou uma moto para o Orlando!

 

                            Mas a presença mais marcante foi de João Tadeu Boccoli, colecionador de objetos, ou objeteiro como gosta de ser chamado; colunista de raridades do Motonline, motociclista há 37 anos e sem nenhum osso quebrado. Seu lema é “ando a 60 para chegar aos 90” e serve de lição para todos os motociclistas.

 

                            Além desses participantes citados, contamos ainda com o Scooter Clube de Curitiba, e diversos outros amigos que sempre estão presentes, mas me foge o nome agora. Ruim pela injustiça, então me desculpo com o leitor, mas bom para me lembrar que no próximo ano devo incluir uma lista de presença e não cometer os mesmos erros do passado.

 

                            Da maneira de sempre, reunimos o grupo no Parque Barigui e partimos, com grande atraso para a Serra da Graciosa. Uma parada no Trevo do Atuba para encontrar mais gente e mais motos e pé na estrada.

 

                            Confesso que tive que conter uma lágrima quando me deparei na Rodovia BR 116 com aquela quantidade de motos, todas em formação, chamando a atenção de todos os que por nós passavam, atraindo os olhares mais curiosos e demonstrando que motoqueiro não é bandido, mas sim muito amigo.

 

                            Na entrada da Graciosa encontramos com Pé de Pano e Cia e tivemos uma cena que nunca imaginei. Um maluco proveniente de São Paulo, com uma Honda CG 125 Fan pediu para se juntar ao grupo. Pedido atendido, como convém aos motonliners.

 

                            Serra abaixo e um contratempo. Claudinei, de Sampa se estabacou com sua Bandit, mas, graças a Deus, sem danos físicos e apenas alguns riscos na moto. O mesmo já havia acontecido com o Tex Texano quando ia para o Parque Barigui nos encontrar e foi o motivo do atraso na saída. E também com o amigo Élcio, um dia antes quando vinha de São Paulo! Foi o encontro das quedas e espero que ano que vem isso não se repita, não vire uma tradição. Tomara a Deus!

 

                            A descida da Graciosa é maravilhosa, a paisagem é ótima e a estrada requer uma velocidade baixíssima, o que nos dá uma visão ampla de tudo o que se pode ver de belo naquele pedaço do paraíso. Também garante inúmeras emoções, com suas curvas fechadas e a pavimentação em paralelepípedos centenários, até hoje conservada em sua maior extensão como originalmente.

 

                            Em Morretes, sentamos para almoçar na Pousada e Restaurante Dona Siroba, onde saboreamos um delicioso barreado acompanhado por frutos do mar. E lá é o ponto alto do encontro, quando todos conversam entre si e se apresentam ao grupo.

 

                            E na apresentação ao grupo, eis que surge Flávio, com seu sotaque típico de baiano dizendo “hola, mi nombre és Flávio e soy de lá Bahia”. Logo ele se corrigiu e escancarou que havia nascido no país do futebol. Eu mal podia imaginar que o cara era da Inglaterra, o país que criou o esporte mais praticado em todo o planeta!

 

                            Também estavam hospedados na pousada o pessoal do Clube da XT 600, em peso e com suas motos todas!

 

                            Após o encontro, alguns dos participantes seguiram de volta a seus lares, mas a paradinha básica na lojinha de material de couro também aconteceu. André Garcia Pinto, que a essa altura já havia se recuperado do passeio à Santa Catarina, novamente se perdeu do grupo, indo nos esperar, dessa vez, no lugar certo: a entrada da Graciosa! Depois fui descobrir que ele estava lá graças ao Luciano, também de Santos que o impediu de ir visitar o Mato Grosso do Sul.

 

                            O encontro terminou apenas no domingo para alguns dos participantes, que seguiram depois para o sítio do Texano, para saborear então uma costela carinhosamente preparada pelo Carlão.

 

                            O que não esperavam os amigos era pela chegada ao sítio, haja vista que uma represa deve ser atravessada para chegar lá. Não mandamos ninguém à nado, mas vi olhos esbugalhados quando subiram no barco para a travessia.

 

                            Aliás, o melhor dessa parte do encontro foi ver Orlando e uma XTZ Lander deixarem todos a comer poeira na estrada de chão. E o sorriso do camarada ao poder, depois de tanto tempo, andar novamente fora do asfalto.

 

                            E assim, no maior clima de alegria, aconteceu o Curitiba Motonline Meeting – 3a. Edição. Encontro este que esperamos que prospere e se torne realmente uma tradição entre motociclistas do Brasil inteiro e porque não, do MUNDO!

 

publicado por O Elemento às 15:11

23
Nov 08

Ainda estou com preguiça de continuar “O Santo da Cerveja”. Aliás, nem me lembro onde parei aquela novela. Mas um dia eu termino.

 

Bem, estou escrevendo hoje apenas para dizer que não esqueci que tenho um blog e que ele deve ser atualizado de vez em quando.

 

Ocorre que o serviço anda corrido pacas, a grana não aparece e neste momento estou na casa do meu pai, onde tem acesso à internet. Porque em casa de advogado pobre isso é artigo de luxo.

 

O título do post é para dizer que daqui a pouco vou para casa trabalhar mais um tanto. Como se não bastasse ser advogado pobre, ainda tenho que trabalhar no domingo (sem contar que ontem ajudei na mudança da minha tia, que foi para um apartamento que é a minha cara!!!).

 

Pois bem, no decorrer da semana, um relato do Curitiba Motonline Meeting 3ª Edição, que aconteceu no último dia 15 de novembro e foi novamente um sucesso... Disso posso me orgulhar, pois fui o fundador desse encontro!

publicado por O Elemento às 17:25

15
Out 08

Quero falar um pouco sobre a relação pais e filhos. O motivo não é minha intenção em ser pai em breve, como a maioria dos leitores pode vir a imaginar, mas meramente as reviravoltas que a vida dá.

 

Quando eu tinha meus 7 anos de idade (é a partir daí que mais lembro da minha vida) eu gostava de ir ao estádio com meu pai. Ele ia ver o futebol, eu ia aproveitar as guloseimas.

 

Isso rolou até que eu tivesse uns 12 anos de idade e começasse a entrar na fase mais imbecil da vida de um ser humano: a adolescência.

 

O pior foi que bem nessa fase também chegaram as brigas e intrigas do meu pai com minha mãe ao extremo, que culminou com a separação e divórcio de ambos. Meus irmãos são mais novos que eu e não sentiram isso tanto quanto eu senti.

 

E a partir daí começou a fase imbecil, com minhas reprovações escolares, más companhias, minhas primeiras tragadas em um cigarro, a bebida, a maconha.

 

Nunca tive grandes problemas em esconder a maconha dos meus pais. Era bem simples, eu fumava ela mas nunca levava para casa. Não era viciado na droga, nunca passei por tratamentos para largar, nunca tirei nada de casa para comprar, nunca perdi emprego por isso e quando eu resolvi parar, parei. O que não acontece com a maioria das pessoas.

 

Pois bem, nessa época eu comecei a trabalhar, meu pai arrumou outra mulher com quem é casado até hoje e tem uma filha. E O Elemento era um cara rebelde, cabeludo e que não se dava bem com o pai, de forma alguma.

 

Há coisas que a gente só entende quando começa a crescer de verdade, tem um casamento um filho (o filho ainda não tenho). Nas minhas idas e vindas trabalhando com meu pai e com outros patrões por aí a afora tivemos muitas brigas, muitas mágoas, principalmente ele de mim, afinal o adolescente na história era eu e adolescente como a maioria de nós sabemos não tem medo de ferir, de maltratar. Não tem medo de nada.

 

Isso passou. Hoje trabalho junto com meu pai, somos colegas de profissão e temos um bom relacionamento...

 

Temos mesmo?

 

Sim, temos sim. Mas isso não impede que ainda tenhamos discussões, idas e vindas no escritório e formas de pensar bastante diferentes.

 

E eu penso em ganhar dinheiro, fazer meu pé de meia e cuidar direito da minha família. E meu pai pensa no mesmo, mas não pensa em como fazer isso da forma certa (a meu ver e de várias outras pessoas por aí). E a mulher dele, que também é nossa colega de profissão, enxerga um mundo muito pequeno.

 

E isso gera atritos, como gerou ontem, por uma coisa nada haver. Eu tenho negócios "por fora" do escritório. Nada escuso, mas que mantenho fora do escritório para não trazer problemas internos. É notório aqui dentro e muito bem aceito, afinal, eu tenho que ganhar e aqui não ganho bem.

 

E um desses negócios apareceu por aqui ontem, na forma de uma sacanagem contra meu pai...

 

E isso está ocasionando um novo passeio meu fora do escritório... Uma pena, agora que estava indo tudo tão bem...

 

Não sei bem ainda o que pensar, e quero tratar disso mais como um desabafo. Ainda vou tomar minha decisão, e hoje, como homem crescido, futuro pai de família, com responsabilidades, não quero que isso volte a aparecer como foi na minha adolescência...

publicado por O Elemento às 15:55
sinto-me: Muito para baixo com isso...

13
Out 08

 

 

Vai acontecer novamente o Curitiba Motonline Meeting.

 

O Motonline Meeting surgiu há alguns anos (não lembro ao certo quando) da intenção dos motonliners em se conhecer pessoalmente, haja vista que havia muita comunicação entre eles pelo site www.motonline.com.br e a comunidade no Orkut.

 

Ainda lembro que quem surgiu com o nome Motonline Meeting foi a Ana Pé de Pano, organizadora da primeira edição oficial desse encontro. Aconteceram outras reuniões anteriormente, mas nada foi tão amplamente divulgado.

 

A 1ª Edição do Curitiba Motonline Meeting foi idéia minha, invejando os encontros que começaram a ocorrer pelo Brasil afora.

 

Fiquei espantado quando vi tanta gente por lá. Fui taxado de louco por receber em casa "estranhos" como o Casal Pé de Pano, João Tadeu Boccoli e Élcio Conceição, todos motonliners de carteirinha. Pena não ter mais espaço em casa para ter recebido o Léo com a família e o Luis também.

 

A 2ª Edição já foi maior e mais bem organizada, quando o amigo Tex Texano tomou conta de praticamente tudo e eu apenas dei alguns palpites. Novamente contamos com os amigos do estado de São Paulo, além da presença do Marcel, de Londrina e do Curitiba Scooter Clube.

 

Então chegamos a 2008, com muita criatividade, poucos feriados e mais amigos ajudando a organizar o evento, que já está se tornando uma tradição. Mário Sérgio nos trouxe uma boa opção de passeio, que ainda não vou contar qual seria, mas que teve que ser abortado, infelizmente.

 

De qualquer forma, o encontro será dia 15 de novembro, com saída marcada do Parque Barigui por volta de 9:00 horas da manhã. Almoço no Restaurante Dona Siroba, em Porto de Cima, que deve custar aí cerca de 25 dinheiros por pessoa. Depois, um passeio por Morretes, sendo todos livres para ir e vir, como sempre.

 

Como de costume, não temos distinção com o tipo de moto, a idade dela ou o tamanho, bem como não temos qualquer distinção de idade no passeio. Apenas lembramos que quem for pilotando deve ter CNH e os documentos em ordem, porque os policiais rodoviários da Graciosa são chatos pacas...

 

Abraços!!!

 

P.S.: O SANTO DA CERVEJA fica para daqui um tempo... Logo volto com a série!

 

publicado por O Elemento às 17:47

09
Out 08

Desembarcamos nossa série na Idade Média, quando a produção e o consumo da cerveja tiveram grande impulso, em boa parte por conta dos mosteiros, onde a cerveja era produzida, melhorada e vendida. Naquela época os mosteiros eram algo como um hotel para viajantes, oferecendo abrigo, comida e bebida a peregrinos.

 

Nesta época tivemos além dos monges, o surgimento de diversos santos ligados à cerveja, dos quais falaremos ao final da série, como prometido. Quem quiser se adiantar um pouco, pode visitar o endereço eletrônico indicado no capítulo anterior, que nos dá também as indicações para o texto de hoje.

 

Pois bem, voltando ao assunto. No período da Idade Média se manteve o hábito de produzir cerveja em casa, sendo a tarefa executada em sua maioria por mulheres, haja vista que eram cozinheiras e, portanto tinham a igual responsabilidade de produzir a cerveja.

 

Lembremos que a cerveja tinha, nessa época e em épocas anteriores, o caráter de alimento líquido. Em certos locais a cerveja se tornou mais popular que a água, tendo em vista as condições de saneamento da Idade Média (lembram de São Arnold de Metz?).

 

Dentro dos mosteiros iam se desenvolvendo as técnicas de produção, na busca por uma cerveja mais agradável ao paladar e mais nutritiva. A importância da qualidade alimentar da cerveja era algo relevante para os monges, dado que era um produto que os ajudava a passar os difíceis dias de jejum. Existem relatos de que os monges foram autorizados a beber até 5 litros de cerveja por dia, haja vista que durante o período de jejum não se podia alimentar de sólidos, mas não havia proibição do uso de líquidos.

 

Isso incentivou os monges a produzir mais e melhor cervejas, e até mesmo abrirem pequenas tabernas nos mosteiros, onde se cobrava uma pequena taxa que dava o direito das pessoas provarem ali a cerveja de alta qualidade produzida.

 

Em termos técnicos, os monges deram uma maior importância ao uso do lúpulo, substância que tornava as cervejas mais frescas devido à sua acidez natural e que, por outro lado, as ajudava a conservar.

 

Passaram os monges a controlar as doses de malte e lúpulo e a produzir então uma cerveja com pouco álcool para o consumo do dia a dia e outra mais pesada e com maior teor de álcool para as festividades e ocasiões especiais. O sucesso dessa indústria chamou a atenção dos nobres e soberanos, que então passaram a cobrar taxas pesadas sobre a venda da cerveja.

 

Em certos locais somente se podia produzir e vender cerveja com autorização real, mediante o pagamento de uma certa quantia para se obter tal autorização.

 

Claro que tamanha ganância levou ao fechamento de inúmeras tabernas de abadias e mosteiros, posto que não foi possível acompanhar as elevadas taxas que lhes eram impostas (alguma semelhança com os dias de hoje, num certo país da América do Sul?).

 

Os mais antigos conventos a iniciar a produção da cerveja foram:

 

St. Gallen, na Suíça;

 

St. Emmeran, na Alemanha, e

 

Weihenstephan, também na Alemanha, sendo este o primeiro a receber autorização oficial para fabricação e venda da cerveja, em 1040 d.C.

 

Weihenstephan será abordada de forma mais completa em outro momento da nossa séria, mas já posso adiantar que é a mais antiga cervejaria do mundo ainda em funcionamento.

 

Apesar das limitações tributárias anteriormente aludidas, a cerveja continuou a ganhar importância na sociedade medieval. Servia como alimento, como forma de pagamento de taxas, moeda de troca entre outras funções tanto social como economicamente relevantes.

 

Essa importância é facilmente constatável em actos e leis de nobres e reis, que visavam proteger a produção e os rendimentos que daí advinham. Em 1295, o rei Venceslau garantiu à Pilsen Bohemia direitos de produção de um tipo de cerveja, numa área que é hoje ocupada pela República Checa. Em 1489, foi autorizada a criação da primeira associação (guild) de produtores de cerveja - a Brauerei Beck.

 

A título de curiosidade, com a chegada de Colombo às Américas, este então descobriu que os nativos já produziam uma bebida parecida com a cerveja, cuja matéria prima era o milho, mas seriam os ingleses, em 1548, os responsáveis pela introdução da cerveja neste continente.

 

Em 1516 passa-se um dos momentos mais importantes da história da produção de cerveja na Alemanha. As guildas bávaras, tentando precaver os seus interesses, pressionaram as autoridades para a criação de uma lei que defendesse a produção de cerveja de qualidade. De facto, utilizavam-se ingredientes muito estranhos para aromatizar as cervejas como, por exemplo, folhas de pinheiro, cerejas silvestres e ervas variadas. Foi assim que o Duque Wilhelm IV da Baviera criou a Reinheitsgebot - lei da pureza - que tornou ilegal o uso de outros ingredientes no fabrico de cerveja que não fossem água, cevada e lúpulo (é de salientar que nesta época ainda não se conhecia e utilizava o fermento).

 

As exportações cresceram e com isso muitas cidades alemãs passaram a ser famosas, como por exemplo, Bremen, que era importante entreposto na exportação da bebida para Holanda, Inglaterra e Escandinávia. Hamburgo também entrou na lista das famosas por ser o principal produtor da Liga Hanseática (não sei o que era, mas prometo pesquisar futuramente). Ali, por volta de 1500 haviam cerca de 600 produtores independentes. A tal liga exportava até mesmo para a Índia.

 

Outras duas cidades importantes na produção de cerveja eram Braunschweig e Einbeck. Uma das marcas mais conhecidas da altura e que, por sinal, ainda hoje produz cerveja é a Beck's, criada em 1553.

 

No decorrer dos séculos XVI e seguintes a cerveja continuou a ganhar importância no quesito exportação, quando novas empresas eram criadas. Porém, para que a produção da cerveja chegasse à era moderna foram necessárias duas invenções:

 

A máquina a vapor, de James Watt

 

A refrigeração artificial, de Carl Von Linde

 

Nessa altura, estava já cientificamente provado que a produção de boa cerveja dependia da existência de determinadas temperaturas. Dado que essas temperaturas ocorriam essencialmente no Inverno, a invenção de von Linde permitiu que se produzisse e consumisse cerveja ao longo de todo o ano.

 

Novamente teremos uma continuação no texto sobre a história da cerveja. O próximo passo é a cerveja na Era Moderna. Posteriormente trataremos da cerveja no Brasil.

 

O endereço de pesquisa é o mesmo anterior, www.cervejasdomundo.com.

 

Observem que há diversas passagens da matéria em negrito, sendo estas cópias ipsis literis do texto original do endereço acima. Toda a matéria foi adaptada do sítio Cervejas do Mundo.

 

Abraços!!!

publicado por O Elemento às 14:39

08
Out 08

Sabe-se que o homem conheça os processos de fermentação há mais de 10.000 anos. Porém, é difícil precisar a idade da cerveja, ou seja, quando ela foi criada.

 

O que se imagina é que assim como vinho e diversas outras grandiosas invenções da humanidade, a cerveja tenha sido criada de forma acidental, talvez pela fermentação não intencional de algum cereal.

 

As primeiras comprovações do surgimento da cerveja vem da Suméria, onde foram encontradas inscrições em pedra sobre um cereal que se utilizava em um processo de fabricação similar ao da cerveja. Ao que parece, o descobrimento desta saborosa bebida se deu pouco após ao surgimento do pão, quando os sumérios se deram conta de que quando molhada a massa do pão, esta fermentava, ficando ainda melhor. Teríamos então uma espécie de “pão líquido”. O processo foi repetido e melhorado por diversas vezes até se criar aquilo que era chamado de “bebida divina”, por diversas vezes oferecida aos deuses.

 

A cerveja era fabricada por padeiros, sendo que a cevada era deixada de molho até germinar e então grosseiramente moída e moldada em bolos, quando se adicionava a levedura. Depois de parcialmente assados e desfeitos, os bolos eram colocados na água e permaneciam fermentando. Essa cerveja ainda é fabricada no Egito, sob o nome de Bouza (falaremos em outro momento sobre elas). Para corrigir o sabor, eram adicionados o lúpulo e outras ervas aromáticas.

 

Aproximadamente no segundo milênio antes de Cristo, ocorria a queda do império sumério e a Mesopotâmia ressurgia com um novo povo, mais avançado em cultura e tecnologia, chamados Babilônios. Nessa época também surgiam os mestres cervejeiros, que eram respeitados. O curioso é que o mestre cervejeiro era na verdade MESTRA. Sim, as mulheres é que fabricavam a cerveja, em sua maioria.

 

Em 2.100 a.C., Hammurábi criou o seu código de Leis (muito conhecido dos advogados, operadores do Direito e acadêmicos da mesma área), onde estabeleceu diversas regras sobre a cerveja.

 

Entre as regras, havia a da ração diária, que dependia da classe social de cada indivíduo. Outra das regras era consumerista: aplicava castigos aqueles que fornecessem cerveja de baixa qualidade, sendo o castigo a morte por afogamento.

 

O que se sabe atualmente é que os babilônios produziam cerca de 20 tipos diferentes de cerveja, sem filtrar e todas opacas. Isso fazia com que fossem bebidas na palhinha (provavelmente uma espécie de canudinho, pesquisarei mais a respeito posteriormente) para evitar que fosse ingerido o resíduo que ficava no fundo do copo e que teria um sabor muito amargo.

 

Ainda assim, a cerveja babilônia era muito conceituada e até mesmo exportada para o Egito, que também produzia sua cerveja desde muito tempo. A cerveja egípcia fazia parte da dieta de nobres e camponeses. Servia como alimento e como remédio, sendo que uma escavação localizou um documento com cerca de 700 prescrições médicas onde 100 fazem referência à cerveja.

 

Como os egípcios tinham o hábito de “enterrar” seus mortos com diversos pertences junto, também era comum fazer uma provisão de cerveja para o falecido. No caso religioso, era oferecida aos deuses para acalmar sua ira.

 

A cerveja era para os egípcios de tamanha importância, que estes dedicaram-se a criar hieróglifos extras para descrever as atividades e os produtos que tivessem haver com a cerveja. Atualmente ainda existem povos ao longo do Nilo que continuam a fabricar cerveja como naqueles tempos.

 

Longe dali, na China, também já havia fabricação de cerveja a partir de cereais. Isso por volta de 2.300 a.C. quando se produziam a Samchu (a partir de grãos de arroz) e a Kin. As técnicas eram diferentes dos mesopotâmicos e egípcios. A cerveja como conhecemos hoje deve-se mais aos povos do Egito e da Mesopotâmia do que aos chineses. Foram os egípcios que ensinaram os gregos a fazer cerveja.

 

O vinho sempre foi considerado mais importante que a cerveja, mas esta evoluiu no período grego e romano. Sófocles, por volta de 450 a.C. recomendava a a bebida numa dieta que considerava equilibrada. Heródoto e Xenofontes também mencionam o ato de beber cerveja em seus escritos.em seus escritos.

 

E como aprenderam com os egípcios, os gregos ensinaram aos romanos a arte cervejeira. Porém, ambos os povos deram maior atenção ao vinho no período subseqüente, sendo que a cerveja passou a ser a bebida dos pobres, das classes menos favorecidas, sendo muito apreciada pelos germanos (alemães) e gauleses (franceses), que eram povos sob domínio romano. Os romanos mesmo consideravam a bebida horrível e típica de povos bárbaros.

 

Foi nessa época que surgiram as palavras cervisia ou cerevisia, em homenagem à Ceres, deusa da fertilidade e agricultura.

 

O texto acima tem continuação, mas prefiro não me alongar neste post. A fonte é o sítio eletrônico Cervejas do Mundo (http://www.cervejasdomundo.com/Na_antiguidade.htm), de onde adaptei e copiei boa parte da matéria.

 

Abraços e aguardemos a continuação!!!

publicado por O Elemento às 14:27

07
Out 08

Há alguns anos conheci Oscar, um geógrafo montanhista e tão bebum quanto eu. Estávamos num lugar chamado Pico do Marumbi e ele estava louco da vida porque não tinha conseguido levar para lá alguma bebida alcoólica, posto que esse tipo de bebida é proibido no local.

 

Mas, eu consegui levar uns litros de batida e vinho, e à noite começamos a beber e bater papo, juntamente com nossas patroas e minha sogra, que havia ido junto e era a garantia de termos bebida naquele lugar isolado, em meio a natureza e a beleza da serra do mar paranaense.

 

Oscar então (mais conhecido como Fernando Oscar, ele vai ler isto), resolveu me contar que havia um Santo da Cerveja, conhecido como São Arnold, que havia salvo toda a população de uma cidade através dos benefícios da cerveja.

Voltando para casa, alguns dias depois, passei a pesquisar sobre tal santo, pois havia me tornado fiel seguidor deste homem que havia feito tamanha proeza através do líquido desejado, até que localizei São Arnold de Metz, o Santo da Cerveja, que efetivamente salvou uma cidade inteira da peste bubônica ministrando cerveja aos seus habitantes.

 

O porque da salvação é simples. A peste bubônica era transmitida pela água, que estava contaminada, porém, a produção de cerveja utilizava-se de água fervida e filtrada, sendo esta então água pura.

 

Como a peste bubônica causa desidratação, São Arnold de Metz ministrava cerveja para as pessoas, sendo que cerveja contém água, e contendo água prevenia da desidratação causada pela peste.

 

Aliás, São Arnold de Metz não é o único santo que tem a cerveja presente em seus milagres. Há outros (e outras) por aí com situação parecida, mas deixo para falar deles ao final da série que este texto inaugura: O SANTO DA CERVEJA.

 

Aguardem a segunda parte, onde falarei um pouco sobre a história da cerveja para vocês.

 

Abraços!!!

 

publicado por O Elemento às 19:58

Passei anos sentado no banco da escola. Tá certo que nem sempre fui bom aluno, tive minhas reprovações, notas baixas e essas coisas, mas de uns tempos para cá adquiri um gosto enorme pela sala de aula.

 

E então, quando consegui pegar gosto pela sala de aula, entrei na faculdade de Direito, estudei por 5 anos e me formei.

 

Engraçado que após passar por 5 anos de provações dentro da faculdade, fazendo estágio obrigatório, estágio opcional, freqüentando cursos de extensão exigidos pela faculdade (ou pelo MEC, não sei ao certo), fazendo provas, aprendendo, ensinando, ainda tive que passar pelo EXAME da OAB.

 

O exame da OAB é o grande calvário do candidato a advogado. É o único exame do tipo no Brasil, e ainda assim é mal-feito pacas.

 

Primeiro porque é ilegal e inconstitucional, posto que não cabe a OAB fiscalizar esse tipo de exame, haja vista a competência do Ministério da Educação e Cultura para determinar, fiscalizar, aplicar e conceder em tudo o que tenha haver com ensino e profissionalização no Brasil. Depois porque tira o direito ao livre trabalho do profissional, garantido constitucionalmente.

 

Pois bem, ilegal, inconstitucional e imoral (sim, é imoral também, mas deixo essa discussão para um outro momento), o EXAME DA OAB está aí, reprovando milhares de candidatos ao grau de advogado, sendo que destes, muitos tem condições reais de advogar e muitos dos aprovados não tem conhecimento sequer para assinar um pedido de juntada de substabelecimento, temos a prova de que o exame ainda, além de tudo o que já foi exposto, é ineficaz!

 

Mas, eu passei por ele. E passei na primeira tentativa. Talvez por ser do ramo há muitos anos, talvez por ter estudado um monte para passar (e eu mal peguei no caderno), eu passei.

 

E agora vou dar entrada no registro na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraná. Meu número deve ficar pelos 50.000, não importa.

 

O que importa realmente é que já dei todas as provas de que posso ser advogado, pois passei pela faculdade, colei grau. Antes disso passei pelo antigo 2º grau, e antes dele pelo antigo 1º grau.

 

Já passei no EXAME DA OAB também. Já fiz até um churrasco para comemorar e alguns dos leitores até mesmo estiveram por lá, participando da minha felicidade (o que me deixou ainda mais feliz).

 

Agora, para obter meu registro, tenho que novamente provar que fiz faculdade, que existo, que sou idôneo e mais uma série de coisas.

 

E tudo isso deve dar para desmatar cerca de 1 hectare de mata para fazer a pilha de papel que me pediram como prova de que sou apto a advogar.

 

Ninguém merece isso. Vamos começar a pensar se é tão necessária assim toda essa BURROCRACIA neste país.

 

Em uma era de internet, câmeras digitais e outras coisinhas mais, ainda tenho que levar as coisas em papel para os BURROCRATAS da OAB me fazerem o FAVOR de me dar o registro a que tenho direito.

 

Acho que não preciso mais provar nada para ninguém!

publicado por O Elemento às 17:39

03
Out 08

Meus amigos estão fazendo blogs, para soltar a boca no mundo, falar de motos, de mulher, de futebol, enfim, de uma série de coisas.

 

Aí, fiquei com inveja deles e acabo de criar O ELEMENTO.

 

O nome surgiu de uma viagem minha, que, muito de cara, sem fumar nem cheirar nada ilícito, pensei na tríade do Woodstock 1969: paz, amor e música. Isso me levou a pensar no verdadeiro significado dessa tríade: sexo, drogas e rock´n´roll.

 

Há também a tríade santa: pai, filho e espírito santo. Não sou muito religioso, mas sou cristão.

 

Todos esses são formados por elementos. Então, me considero um elemento dentro de uma tríade: eu, a moto e o mundo.

 

Ou dentro de outra tríade: eu, minha família, minha casa

 

Ou mais uma: futebol, mulher, rock´n´roll e eu... Mas, daí não é mais uma tríade, é um quarteto.

 

Bem, independente de qualquer coisa, me considero um elemento em alguma parte desse plano universal.

 

E, por ser um elemento desta dimensão, deste plano universal, aqui vou falar de tudo um pouco. Se estiver de bom humor, uma piadinha. Se estiver de mau humor, um desabafo.

 

Descer a lenha em nossos burocratas de plantão, pela burrice em suas normas legais editadas será uma constante.

 

Viagens de moto, amizade, tipos de cerveja, política, futebol, mulher, rock´n´roll, sexo, drogas...

 

Falemos de tudo

 

Abraços!!!

publicado por O Elemento às 15:34

Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


subscrever feeds
arquivos
2009

2008

mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO